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Auxílio para
abandonar o fumo
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A melhor
maneira de abandonar o cigarro é, acima de tudo, ter
motivação para fazê-lo. Boas razões seriam, por
exemplo: desejo de melhorar a saúde; preocupação com
membros da família ou amigos que são vítimas do perigoso
vício; provar força de vontade e amor próprio.
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Determine
um dia específico para deixar de fumar. Nesse dia, já ao
levantar-se, seja drástico: nem um único cigarro. Será
cura dolorosa e difícil, mas de resultados rápidos.
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Elimine
de seu ambiente todo vestígio de cigarros, ou o que
possa trazê-los à lembrança, principalmente cinzeiros.
Isso o ajudará psicologicamente a lutar contra o hábito.
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Evite
amizades e ambientes que favoreçam o desejo de fumar.
Visite apenas locais onde o cigarro seja proibido.
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Economize
dinheiro que seria gasto na compra de cigarros durante
um mês. Adquira com esse dinheiro um presente para
alguém da família ou amigo, especialmente a pessoa que
partilha com você a alegria de abandonar o vício.
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Mantenha-se ocupado quando sentir o desejo de fumar.
Faça todas as coisas que deixou de fazer por falta de
tempo, como escrever, cuidar do jardim, ler, visitar
amigos, viajar ou fazer pequenos consertos em casa.
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Caso
fique tenso, respire profundamente e beba grande
quantidade de água ou suco de frutas, uma vez que o
líquido colabora com a limpeza da nicotina do organismo.
Mascar chiclé ou chupar balas também ajuda.
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Pratique
qualquer tipo de exercícios, especialmente aeróbicos,
sempre com supervisão de profissional e prévia consulta
ao médico.
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Reduza de
maneira drástica – ou elimine de vez – o consumo de
álcool que bebe regularmente. A bebida é, geralmente, a
parceira habitual do vício do cigarro e pode despertar o
desejo de fumar. É preciso avaliar a conveniência de
aceitar convites para reuniões sociais onde sempre
haverá alguém que fuma ou bebe.
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Seja duro
e crítico com anúncios veiculados na televisão, rádio ou
impressos. Analise-os sempre sob a perspectiva do
prejuízo que trazem e da atitude insensível das empresas
fabricantes de cigarro.
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Água x fumo.
10 x 0.
Fumei durante muitos anos e não
conseguia parar de fumar, pois sempre após 2 ou 3 dias sem
fumar eu não agüentava o desespero da necessidade da
nicotina em meu organismo e acabava fumando novamente.
Até que da última vez que
decidi abandonar o cigarro agi de forma diferente e pensei
assim: durante os próximos dez dias consecutivos cada vez
que eu sentir aquela compulsiva vontade de fumar vou beber
sem parar um litro de água, pois prefiro morrer afogado de
tanto beber água potável do que continuar fumando aquilo que
lentamente está me matando.
Assim o fiz, e já a partir do
oitavo dia a vontade de fumar havia acabado completamente.
Agora, graças a Deus não sinto mais nenhum desejo de
fumar e estou tornando público este testemunho como forma de
gratidão, de modo que esta fórmula tão simples (H2O) que me
libertou também possa ser útil para outros fumantes que
tenham o sincero desejo de se livrar da terrível prisão sem
grades do tabagismo assassino.
Colaboração de Arturo E. Vaz, de Barra Mansa/RJ.
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VOCÊ FUMA? NÃO? IH! TÁ CORRENDO
UM RISCO FATAL...
Apesar de os fumantes passivos
inalarem apenas 1% da fumaça dos cigarros, seu risco de
doença cardíaca aumenta em 23%, segundo estudos da
Universidade de Harvard, publicado na revista “Circulation”.
Além disso o tabagismo passivo é
importante fator de risco para o câncer.
E a pesquisa mostra que uma
mulher não fumante que convive com um fumante tem o dobro de
chances de doença coronariana.
Colaboração de
Arturo E. Vaz, de Barra Mansa/RJ.
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REMÉDIO
PARA largar o cigarro:
Faça um chá com uma erva muito
comum em todo o Brasil chamada “PICÃO” - depois recolha
uma pequena quantidade desse chá e adicione uma colher de
sopa de água oxigenada. Tampe o frasco que deverá ter um
conta-gotas, e o carregue consigo no bolso ou na bolsa, e
toda vez que sentir desejo de fumar, pingue algumas gotas na
boca, que a ansiedade juntamente com a vontade passam na
hora.
OBS.: É recomendado a todo
fumante que quer deixar o cigarro, evitar pelo menos nos
primeiros dias o tradicional cafezinho e aumentar o consumo
de líquidos não alcoólicos, preferencialmente água potável.
RECEITA DO SR. JOÃO, UM SENHOR
DE QUASE 94 ANOS DE IDADE.
Colaboração de Arturo E. Vaz, de Barra Mansa/RJ
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Prezado Amigo
Mário,
Entrei no site da ADESF e fiquei bem impressionado pela
organização e pelo seu conteúdo.
Na parte de "dicas" para parar de fumar, acho que posso
contribuir sobremaneira, descrevendo como consegui parar.
Obviamente, motivos eu tinha de sobra, como ocorre a
qualquer fumante. Mas o motivo não basta. É necessário algo
maior: um desejo, uma meta, um sonho, um grande respeito,
algo que ainda não foi atingido e parece ser pouco provável,
exigindo de nós uma força superior- uma determinação! Isto
existe em cada um de nós, e nos faz viver. É muito próximo
da mesma mola que nos impulsiona na vida !! Depende, sim, de
cada um descobri-la ou criá-la.
A guerra contra as fabricantes é árdua, cheia de batalhas,
poder, etc. Mas não é, contudo, completa. Para se dizimar o
tabagismo, é necessário atacar em todas as direções: no
produto, na distribuição e no consumidor. Caso um deles
persista, os outros decorrem deste e espontaneamente
acontecem. Não conheço detalhes da batalha contra os
produtores, tampouco da distribuição, mas posso argüir sobre
o consumo.
Partindo da premissa de que a pessoa já tenha encontrado
"algo maior" que o determine a parar de fumar, é necessário
trilhar o longo caminho da separação do vício.
Por ter formação de engenheiro, não poderia fugir à lógica
em minhas ações, sob pena de fracasso eminente. Fez-se,
então, necessária, a criação de um método o qual fosse
objetivo, analítico, mensurável, prático, barato e eficaz.
Descrevo-o a seguir.
1) A lembrança - talvez a maior inimiga do
desistente. O cheiro, o gosto, o momento, a situação, o
estado de espírito, tudo leva a lembrar. Dentre estas
lembranças, a mais perniciosa acredito estar dentro do
fumante: nos dentes.
Imediatamente após a minha determinação, marquei consulta em
um consultório dentário para uma limpeza total dos dentes
(aquela com jato de bicarbonato). Eu sentia constantemente o
gosto da nicotina, e isto automaticamente ativava algum
maldito sensor dentro de mim. Após a criteriosa limpeza,
este efeito diminuiu em aproximadamente 90%!!!!! Em
complementação, passei a escovar os dentes 8 vêzes ao dia.
Ainda incluí o uso abusivo do fio dental com sabor hortelã,
que eu utilizava ou simplesmente mascava durante o dia todo
(não aconselho goma de mascar). Foram aliados impagáveis!!.
Some-se a tudo isto um perfume de boa qualidade, um
desodorante agradável e pronto! a primeira fase foi vencida.
Após uma semana, aquilo que não era cheiro bom (fumaça) já
era sentido sem lembranças.
2) O movimento - não sei exatamente identificar a
natureza dos gestos, mas certos movimentos, como o de levar
o cigarro à boca, são muito fortes. Ao interromper
drasticamente estes movimentos de puro reflexo, surge um
desconforto parecido com "está faltando alguma coisa". Acho
que não se deve ser brusco nas ações, mas sim determinado.
Passei a andar com um pé-de-coelho no bolso, uma caneta, um
objeto qualquer pequeno que pudesse substituir o bastão
nicotinado. Criatividade é essencial - ajuda se o objeto for
agradável ao tato, pois ter-se-á maior prazer em tocá-lo.
3) O vício - sinceramente, não acredito na eliminação
de vícios. Acho por demais contundente e traumática. Talvez
até desnecessária. A substituição é uma opção a ser
considerada com seriedade. Devido à estreita relação do
vício do tabaco com o vício da comida, percebo que esta
substituição é natural para grande parte dos ex-fumantes.
Entretanto, os abusos na alimentação também trazem males à
saúde. A bebida, idem. Isto não resolve a equação!
Neste momento, imaginei que o vício deveria ser substituído
por algo que fosse saudável, barato (substituir por caviar
seria insustentável), de paladar e aroma agradáveis,
pequeno, disponível em qualquer esquina, bonito, discreto,
ou seja, que substituísse o cigarro com desmedidas
vantagens. Pois bem, encontrei!!! Transferi o vício para
maçãs !! Comecei comendo cerca de 3 maçãs por dia !! Entre
uma maçã e outra escovava os dentes, passava o fio dental.
Aos poucos o ritmo foi diminuindo - passei para 2, e
finalmente uma. Mantenho o estilo há 15 anos.
4) Eficácia - a prova final. Acho-a tão perigosa
quanto o proprio vício. Não aconselho antes de, pelo menos,
cinco anos de abstinência total do tabagismo. Trata-se de
fumar um cigarro. É importante para a auto-confiança. Não
sei dizer se é fundamental para todos, mas foi para mim.
Dominei. Tive a certeza de não existir mais o fantasma da
recaída!!! Naquele momento percebi que tinha vencido.....
Grande e admirável amigo Mário,
esta é a história simplificada de um engenheiro que parou de
fumar.
Aceitas uma maçã?
Calorosos Abraços,
A. Gallinucci
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