Dicas para Parar de Fumar

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Auxílio para abandonar o fumo

  • A melhor maneira de abandonar o cigarro é, acima de tudo, ter motivação para fazê-lo. Boas razões   seriam, por exemplo: desejo de melhorar a saúde; preocupação com membros da família ou amigos que são vítimas do perigoso vício; provar força de vontade e amor próprio.  

  • Determine um dia específico para deixar de fumar. Nesse dia, já ao levantar-se, seja drástico: nem um único cigarro. Será cura dolorosa e difícil, mas de resultados rápidos.

  • Elimine de seu ambiente todo vestígio de cigarros, ou o que possa trazê-los à lembrança, principalmente cinzeiros. Isso o ajudará psicologicamente a lutar contra o hábito.  

  • Evite amizades e ambientes que favoreçam o desejo de fumar. Visite apenas locais onde o cigarro seja proibido.

  • Economize dinheiro que seria gasto na compra de cigarros durante um mês. Adquira com esse dinheiro um presente para alguém da família ou amigo, especialmente a pessoa que partilha com você a alegria de abandonar o vício.  

  • Mantenha-se ocupado quando sentir o desejo de fumar. Faça todas as coisas que deixou de fazer por falta de tempo, como escrever, cuidar do jardim, ler, visitar amigos, viajar ou fazer pequenos consertos em casa.  

  • Caso fique tenso, respire profundamente e beba grande quantidade de água ou suco de frutas, uma vez que o líquido colabora com a limpeza da nicotina do organismo. Mascar chiclé ou chupar balas também ajuda.  

  • Pratique qualquer tipo de exercícios, especialmente aeróbicos, sempre com supervisão de profissional e prévia consulta ao médico.  

  • Reduza de maneira drástica – ou elimine de vez – o consumo de álcool que bebe regularmente. A bebida é, geralmente, a parceira habitual do vício do cigarro e pode despertar o desejo de fumar. É preciso avaliar a conveniência de aceitar convites para reuniões sociais onde sempre haverá alguém que fuma ou bebe.  

  • Seja duro e crítico com anúncios veiculados na televisão, rádio ou impressos. Analise-os sempre sob a perspectiva do prejuízo que trazem e da atitude insensível das empresas fabricantes de cigarro.

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Água x fumo.
10     x      0.

Fumei durante muitos anos e não conseguia parar de fumar, pois  sempre após 2 ou 3 dias sem fumar  eu não agüentava o desespero da necessidade da nicotina em meu organismo e  acabava   fumando novamente.

Até que  da última vez que decidi abandonar o cigarro agi de forma diferente e pensei assim: durante os próximos dez dias consecutivos cada vez que eu sentir aquela compulsiva vontade de fumar  vou beber sem parar  um litro de água, pois prefiro morrer afogado de tanto beber água potável do que continuar fumando aquilo que lentamente está me matando.

Assim o fiz, e já a partir do oitavo dia a vontade de fumar havia acabado completamente. Agora, graças a Deus não sinto mais   nenhum desejo  de fumar e estou tornando público este testemunho como forma de gratidão, de modo  que esta fórmula tão simples (H2O) que me libertou também  possa ser útil  para outros fumantes que tenham o sincero desejo de se livrar da terrível prisão sem grades  do  tabagismo assassino.

Colaboração de Arturo E. Vaz,  de Barra Mansa/RJ.

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VOCÊ FUMA? NÃO? IH!  TÁ CORRENDO UM RISCO FATAL... 

Apesar de os fumantes  passivos inalarem apenas 1% da fumaça dos cigarros, seu risco de doença cardíaca aumenta em 23%, segundo estudos da Universidade de Harvard, publicado na revista “Circulation”. 

Além disso o tabagismo passivo é importante fator de risco para o câncer. 

E a pesquisa mostra que uma mulher não fumante que convive com um fumante tem o dobro de chances de doença coronariana.

Colaboração de Arturo E. Vaz,  de Barra Mansa/RJ.

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REMÉDIO PARA largar o cigarro:

Faça um chá com uma erva muito comum em todo o Brasil  chamada “PICÃO” -  depois recolha uma pequena quantidade desse chá e adicione  uma colher de sopa de água oxigenada. Tampe o frasco que deverá ter um conta-gotas, e o carregue consigo no bolso ou na bolsa, e toda vez que sentir desejo de fumar, pingue algumas gotas na boca, que a ansiedade juntamente com a vontade  passam na hora.

OBS.: É recomendado a todo fumante que quer deixar o cigarro, evitar pelo menos nos primeiros dias o tradicional cafezinho e aumentar o consumo de líquidos não alcoólicos, preferencialmente água potável. 

RECEITA DO SR. JOÃO, UM SENHOR DE QUASE 94 ANOS DE IDADE.

Colaboração de Arturo E. Vaz,  de Barra Mansa/RJ

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Prezado Amigo Mário,

Entrei no site da ADESF e fiquei bem impressionado pela organização e pelo seu conteúdo.

Na parte de "dicas" para parar de fumar, acho que posso contribuir sobremaneira, descrevendo como consegui parar.

Obviamente, motivos eu tinha de sobra, como ocorre a qualquer fumante. Mas o motivo não basta. É necessário algo maior: um desejo, uma meta, um sonho, um grande respeito, algo que ainda não foi atingido e parece ser pouco provável, exigindo de nós uma força superior- uma determinação! Isto existe em cada um de nós, e nos faz viver. É muito próximo da mesma mola que nos impulsiona na vida !! Depende, sim, de cada um descobri-la ou criá-la. 

A guerra contra as fabricantes é árdua, cheia de batalhas, poder, etc. Mas não é, contudo, completa. Para se dizimar o tabagismo, é necessário atacar em todas as direções: no produto, na distribuição e no consumidor. Caso um deles persista, os outros decorrem deste e espontaneamente acontecem. Não conheço detalhes da batalha contra os produtores, tampouco da distribuição, mas posso argüir sobre o consumo. 
Partindo da premissa de que a pessoa já tenha encontrado "algo maior" que o determine a parar de fumar, é necessário trilhar o longo caminho da separação do vício.

Por ter formação de engenheiro, não poderia fugir à lógica em minhas ações, sob pena de fracasso eminente. Fez-se, então, necessária, a criação de um método o qual fosse objetivo, analítico, mensurável, prático, barato e eficaz. Descrevo-o a seguir.

1) A lembrança - talvez a maior inimiga do desistente. O cheiro, o gosto, o momento, a situação, o estado de espírito, tudo leva a lembrar. Dentre estas lembranças, a mais perniciosa acredito estar dentro do fumante: nos dentes. 
Imediatamente após a minha determinação, marquei consulta em um consultório dentário para uma limpeza total dos dentes (aquela com jato de bicarbonato). Eu sentia constantemente o gosto da nicotina, e isto automaticamente ativava algum maldito sensor dentro de mim. Após a criteriosa limpeza, este efeito diminuiu em aproximadamente 90%!!!!! Em complementação, passei a escovar os dentes 8 vêzes ao dia. Ainda incluí o uso abusivo do fio dental com sabor hortelã, que eu utilizava ou simplesmente mascava durante o dia todo (não aconselho goma de mascar). Foram aliados impagáveis!!.
Some-se a tudo isto um perfume de boa qualidade, um desodorante agradável e pronto! a primeira fase foi vencida. Após uma semana, aquilo que não era cheiro bom (fumaça) já era sentido sem lembranças.

2) O movimento - não sei exatamente identificar a natureza dos gestos, mas certos movimentos, como o de levar o cigarro à boca, são muito fortes. Ao interromper drasticamente estes movimentos de puro reflexo, surge um desconforto parecido com "está faltando alguma coisa". Acho que não se deve ser brusco nas ações, mas sim determinado. Passei a andar com um pé-de-coelho no bolso, uma caneta, um objeto qualquer pequeno que pudesse substituir o bastão nicotinado. Criatividade é essencial - ajuda se o objeto for agradável ao tato, pois ter-se-á maior prazer em tocá-lo. 

3) O vício - sinceramente, não acredito na eliminação de vícios. Acho por demais contundente e traumática. Talvez até desnecessária. A substituição é uma opção a ser considerada com seriedade. Devido à estreita relação do vício do tabaco com o vício da comida, percebo que esta substituição é natural para grande parte dos ex-fumantes. Entretanto, os abusos na alimentação também trazem males à saúde. A bebida, idem. Isto não resolve a equação!
Neste momento, imaginei que o vício deveria ser substituído por algo que fosse saudável, barato (substituir por caviar seria insustentável), de paladar e aroma agradáveis, pequeno, disponível em qualquer esquina, bonito, discreto, ou seja, que substituísse o cigarro com desmedidas vantagens. Pois bem, encontrei!!! Transferi o vício para maçãs !! Comecei comendo cerca de 3 maçãs por dia !! Entre uma maçã e outra escovava os dentes, passava o fio dental. Aos poucos o ritmo foi diminuindo - passei para 2, e finalmente uma. Mantenho o estilo há 15 anos. 

4) Eficácia - a prova final. Acho-a tão perigosa quanto o proprio vício. Não aconselho antes de, pelo menos, cinco anos de abstinência total do tabagismo. Trata-se de fumar um cigarro. É importante para a auto-confiança. Não sei dizer se é fundamental para todos, mas foi para mim. Dominei. Tive a certeza de não existir mais o fantasma da recaída!!! Naquele momento percebi que tinha vencido.....

Grande e admirável amigo Mário,
esta é a história simplificada de um engenheiro que parou de fumar. 
Aceitas uma maçã?

Calorosos Abraços,

A. Gallinucci